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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A Vida no lodo e na areia





Estuários

Os estuários são zonas de grande beleza natural, onde os rios se encontram com a água do mar. Fortemente condicionados pelas marés, são considerados como transição entre os habitats de água doce e os marinhos

Apesar das variações bruscas das condições físicas que os caracterizam, os estuários conjugam uma série de características favoráveis ao desenvolvimento de uma grande riqueza biológica :

São zonas extremamente ricas em nutrientes
São zonas confinadas, pouco profundas, protegidas por isso dos efeitos mais violentos das tempestades, ondulação e grandes predadores oceânicos.
O sedimento, mais ou menos lodoso ou vasoso, é formado por partículas muito finas, de matéria orgânica e inorgânica, transportadas pelos rios e depositadas sobre terrenos planos. Sobre o substrato fixam-se frequentemente algas e plantas marinhas que constituem o refúgio ideal para muitos animais.
Por estas razões os estuários funcionam como uma espécie de maternidade, ou seja, local de crescimento de juvenis de muitas espécies de peixes, como os robalos e douradas, que aí encontram as condições ideais de desenvolvimento no que respeita à alimentação e protecção.

Por outro lado, como o lodo ou a vasa não são tão permeáveis como a areia, a água transportando o oxigénio e alimento não circula facilmente, o que exige aos animais que vivem no substrato especiais adaptações para sobreviverem. No entanto, a variedade de animais continua a ser enorme, particularmente no que diz respeito a espécies que conseguem escavar galerias ou tocas onde passam a maior parte do tempo, abrigando-se das diferentes agressões do meio ambiente.


Habitantes do lodo e da areia

O lodo ou a areia que constituem o substrato dos estuários não favorecem a fixação dos animais, obrigando aqueles que vivem sobre o fundo a desenvolverem especiais adaptações para sobreviverem. Algumas espécies escavam galerias ou tocas onde passam a maior parte do tempo, abrigando-se das diferentes agressões. Outras, como os linguados, aperfeiçoam técnicas de camuflagem, enterrando-se na areia, com a qual se confundem.

Cerianto

Vive num tubo, que pode atingir 1 metro de comprimento e se encontra enterrado na areia, construído a partir de muco solidificado, a que se agregam partículas do fundo (grãos de areia, pedaços de concha, algas, etc). O animal move-se livremente dentro deste tubo, onde se refugia sempre que se sente ameaçado

Vieira

Para se esconder no fundo, a vieira aproveita o esguicho de água que deita pela parte de trás da concha para abrir uma cova no sedimento. Em seguida abriga-se, cobrindo-se de grãos de areia ou vasa, conseguindo assim passar despercebida aos olhos dos inimigos

Cenoura do Mar

A cenoura do mar é um animal colonial, tal como os corais, as gorgónias e os leques-do-mar. Vive em fundos de areia, desde o limite inferior da maré baixa até zonas mais profundas, sendo capaz de se desenterrar quando coberta de areia e de se fixar novamente ao substrato quando desalojada. É constituída por um pólipo central, grande e carnudo, em forma de caule, cuja base se enterra na areia

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