Mensagens populares

Número total de visualizações de páginas

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Parque Nacional da Peneda-Gerês


Serra do Gerês


Criado em 1971 segundo o Decreto-Lei n.º 187/71, de 8 de Maio, o Parque Nacional da Peneda-Gerês abrange uma área montanhosa do Noroeste português, com cerca de 72 000 hectares, que se estende pelos distritos de Viana do Castelo (concelhos de Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca), de Braga (Terras de Bouro) e de Vila Real (Montalegre), ao longo de cerca de 100 km de fronteira. Desde o planalto de Castro Laboreiro, a norte, até ao da Mourela, a leste, inclui grande parte das serras da Peneda, do Soajo, Amarela e do Gerês, com alguns dos pontos mais altos de Portugal continental: Giestoso (1337 m), Outeiro Alvo (1314 m), Pedrada (1416 m), Loriça (1355 m), Borrageiro (1433 m), Nevosa (1545 m), Cornos da Fonte Fria (1456 m). O Parque Nacional da Peneda-Gerês apresenta um riquíssimo património natural e humano que, pela variedade de paisagem, pela diversidade dos microclimas, pelas espécies vegetais e animais existentes e pelos vestígios históricos de mais de 50 séculos de ocupação humana, satisfez de forma notável os pressupostos para a sua criação. O interesse do seu conteúdo levou ao reconhecimento, como Parque Nacional, pela União Internacional para a Conservação da Natureza e seus Recursos (UICN).


Segundo a UICN, um Parque Nacional é um território relativamente extenso que apresenta um ou mais ecossistemas pouco ou nada transformados pela exploração e ocupação humanas, oferecendo um especial interesse do ponto de vista científico, educativo e recreativo; no qual a mais alta autoridade do País tomou medidas para proteger os valores nele contidos e que justificaram a sua criação; onde as visitas são autorizadas, sob certas condições, com fins educativos, culturais e recreativos. Em face dos valores existentes e para dar satisfação a estes princípios internacionalmente aceites, permitindo ao mesmo tempo a salvaguarda do património existente e o seu usufruto pelos visitantes, foi estabelecida no Parque Nacional da Peneda-Gerês uma zonagem, donde resultaram duas grandes áreas. Uma delas é periférica (área de ambiente rural), onde se situam os aldeamentos serranos, os campos de cultura que lhes servem de apoio e os terrenos de pastagens, isto é, os locais onde a influência humana mais fortemente se faz sentir. A outra (área de ambiente natural), além de protegida pela zona envolvente, e de difícil acesso, é por excelência a área de protecção.


A existência de comunidades humanas neste Parque Nacional confere-lhe uma grande originalidade. Estas comunidades serranas, isoladas nos vales das montanhas ou nos planaltos, separadas umas das outras por caminhos de serra de acesso difícil, tiveram que viver por si, bastando-se a si mesmas, pelo que desenvolveram actividades e criaram uma organização social que lhes permitisse ultrapassar as condições hostis que o ambiente lhes proporcionava. Os seus habitantes têm, desde tempos remotos, praticado um ritual de vida em que a pastagem e o gado desempenham um papel preponderante. Por esse facto e para suprirem as necessidades que se lhes depararam, ordenaram o território que ocupam em zonas de pastoreio, de cultivo e de floresta. Desta luta milenária pela sobrevivência resultou um saber de experiência acumulada ao longo dos séculos, traduzido nos usos e costumes, muito dos quais ainda se mantêm. As dificuldades dos trabalhos da agricultura da montanha criaram a tradição, que ainda subsiste, de um comunitarismo de serviços - malha de centeio, forno do povo, moinhos, fojo do lobo, vezeiras (rebanhos) e os espigueiros -, típicas construções de granito normalmente dispostas junto de uma eira comunitária, servindo para armazenar as espigas de milho e protegê-las dos roedores.


Nesta região montanhosa, a orientação diversificada do relevo, as variações bruscas de altitude e a influência dos climas atlântico, mediterrânico e continental dão origem a uma infinidade de microclimas. Estes, associados à constituição essencialmente granítica do solo, criam características particulares, donde resultam aspectos botânicos muito especiais, que conferem ao Parque Nacional da Peneda-Gerês um lugar de primazia em relação à demais flora portuguesa. Em verdade, as condições edafoclimáticas e altimétricas existentes permitem que aqui se encontrem espécies que variam desde as das zonas mediterrânicas e subtropicais até às das euro-siberianas e alpinas. Assim, nas encostas dos vales mais quentes e abrigados aparecem, entre outras, o sobreiro, o medronheiro, o azereiro, o feto-do-gerês, o feto-real e a uva-do-monte. Nas zonas onde se sente mais influência do clima atlântico e em altitudes que podem ir até aos 800-1000 metros surgem as matas de carvalho comum, a que se associa muitas vezes o azevinheiro. Este, podendo subir até aos 1300 metros, toma por vezes porte arbóreo e constitui nalguns casos, por si só, verdadeiras matas. Acima dos 900 metros o carvalho comum cede lugar ao carvalho-negral, ocorrendo também o vidoeiro, espécies já características da zona euro-siberiana, tal como o pinheiro de casquinha e o teixo, localizados em altitude, nos vales mais húmidos e abrigados e representando restos de uma flora pós-glaciar. De entre as espécies alpinas destacam-se o zimbro e a erva divina. Para além de todas as espécies que se encontram no parque, uma dentre elas merece referência especial, pela sua raridade, visto que em todo o mundo apenas aparece numa pequena área desta região o lírio-do-gerês. O valor faunístico da área do Parque da Peneda Gerês é notável pela quantidade e diversidade dos animais dignos de interesse que nela se podem encontrar. Apesar de terem desaparecido, em 1650, o urso-pardo,e, em 1890, a cabra-do-gerês, o isolamento em que permaneceram as altas zonas serranas e as condições favoráveis do meio permitiram que aqui se mantivessem espécies hoje raras e únicas no mundo, como é o caso dos garranos selvagens, que se encontram numa parte da serra do Gerês. Além destes, outros mamíferos estão representados nesta região, dentre os quais se refere o corço, o javali, o lobo, a raposa, a fuinha, o toirão, o texugo, a gineta, e a lontra.

No que respeita à avifauna, encontram-se no parque: a águia-real, a águia-calçada, a águia-de-asa-redonda e o açor, que vivem nas zonas de maior altitude e isoladas. São ainda encontrados: o milhafre-real, o peneireiro, o bufo-real, a coruja-dos-matos, o mocho-de-orelhas-pequenas, além de muitas outras espécies que aqui nidificam ou passam nas épocas migratórias. Também os répteis e os anfíbios aqui se encontram representados com considerável diversidade, referindo-se de entre os primeiros a víbora-negra, a cobra-d'água, a cobra-de-focinho-alto, a cobra-d'água-viperina, e o lagarto-d'água. Dos anfíbios, que vivem nas águas e riachos, encontra-se o quioglossa, a salamandra, o tritão-alaranjado, o tritão-palmado, o tritão-verde, a rã-castanha, a rã-verde, o sapo-parteiro e o sapo-comum. Especial atenção deve ser dada ao cão de Castro Laboreiro, cão pastor muito apreciado pela rusticidade e bravura na guarda de gados e propriedades; a outra, o boi barrosão, de excepcionais qualidades no trabalho e na carne que fornece.

O Parque Natural estende-se por uma região povoada pelo menos desde há 5000 anos, conforme revelam as numerosas mamoas, antas, cistas, sepulturas e outros vestígios históricos. Exemplos importantes da vida e cultura dos povos da pré-história recente são as oito rochas da Bouça do Colado (Lindoso) ou a estátua-menir da Ermida (Ponte da Barca), esta datando do Calcolítico ou da Idade do Bronze. O tipo de povoamentos que a partir do final da Idade do Bronze e na época romana ocuparam e fortificaram a região é exemplificado pelos castros da Calcedónia, do Crestelo (Tourém) e da Ermida. O mais importante vestígio da ocupação militar romana são os restos da VIA.NOVA.A BRAC., a via militar n.º 18 do Itinerarium Antonini, que ligava Bracara Augusta (Braga) aAsturica Augusta (Astorga). Esta via percorre parte da serra do Gerês, nas margens do rio Homem, e é localmente conhecida por Geira. Geologicamente é uma área ocupada por extensas manchas de granitos (idades: 298 a 280 milhões de anos) e por pequenas faixas xistosas, de origem sedimentar, atravessadas por numerosos filões de quartzo, de pegmatites graníticas e de dolerites. Existem variadas falhas nas formações rochosas, entre as quais a do vale da Peneda e a do vale do Gerês, esta responsável pelo termalismo das águas daquelas caldas. Os efeitos da glaciação - circos glaciares, moreias, rochas aborregadas - podem observar-se nos pontos mais elevados das serras da Peneda, do Soajo e do Gerês, nos quais existiram glaciares nas cabeceiras de alguns rios (Vez, Homem, Couce-Coucelinho). 

Carta Europeia da Água


A Carta Europeia da Água surge no sentido de dar resposta a um dos grandes problemas que actualmente preocupam a Humanidade: a necessidade de água doce face ao aumento das populações, contaminação dos recursos hídricos e alterações climáticas. Esta preocupação levou o Conselho da Europa a proclamar, no dia 6 de Maio de 1968, em Estrasburgo, a designada Carta Europeia da Água. Esta assenta em 12 pontos.

Sendo o Terra conhecida como o planeta Azul, já que as águas dos oceanos cobrem mais de 70% da sua superfície, e também porque desempenham um papel primordial na sobrevivência de praticamente todas as espécies existentes, a Carta Europeia da Água procura combater os principais problemas associados a sua utilização. Esta carta foi proclamada pelo Conselho da Europa no dia 6 de Maio de 1968, em Estrasburgo, e assenta em 12 pontos:
  • 1. Não há vida sem água. A água é um bem precioso indispensável a todas as actividades humanas.
  • 2. Os recursos de águas doces não são inesgotáveis. É indispensável preservá-los, administrá-los e, se possível, aumentá-los.
  • 3. Alterar a qualidade da água é prejudicar a vida do Homem e dos outros seres vivos que dela dependem.
  • 4. A qualidade da água deve ser mantida a níveis adaptados à utilização a que está prevista e deve, designadamente, satisfazer as exigências da saúde pública.
  • 5. Quando a água, depois de utilizada, volta ao meio natural, não deve comprometer as utilizações ulteriores que dela se farão, quer públicas, quer privadas.
  • 6. A manutenção de uma cobertura florestal adequada, de preferência florestal, é essencial para a conservação dos recursos de água.
  • 7. Os recursos aquíferos devem ser inventariados.
  • 8. A boa gestão da água deve ser objecto de um plano promulgado pelas autoridades competentes.
  • 9. A salvaguarda da água implica um esforço crescente de investigação, formação de especialistas e de informação pública.
  • 10. A água é um património comum, cujo valor dever ser reconhecido por todos. Cada um tem o dever de a economizar e de a utilizar com cuidado.
  • 11. A gestão dos recursos de água deve inscrever-se no quadro da bacia natural, de preferência a ser inserida no das fronteiras administrativas e políticas.
  • 12. A água não tem fronteiras. É um recurso comum que necessita de uma cooperação internacional.

Catástrofes Naturais



Acontecimentos súbitos de origem natural, muitas vezes imprevisíveis, susceptíveis de provocarem vítimas e danos materiais avultados. As catástrofes naturais afectam gravemente a segurança das pessoas, as condições de vida das populações e a estrutura socioeconómica de um país, devido a processos de ruptura entre o ambiente natural e o sistema social. 


Durante muitos séculos, as causas das catástrofes limitaram-se a ser exclusivamente fenómenos de origem natural (sismos, erupção de vulcões, furacões, cheias), mas a intervenção humana e a evolução tecnológica provocaram o aumento da frequência de acontecimentos catastróficos súbitos e não planeados. Os efeitos das catástrofes naturais são agravados pelas acções humanas através de comportamentos inconsequentes e negligentes, como, por exemplo, a impermeabilização dos solos, as construções em leitos de cheias, entre tantos outros. 
A vulnerabilidade das diferentes sociedades às catástrofes naturais depende do seu grau de desenvolvimento: são mais vulneráveis os países subdesenvolvidos, caracterizados por grande pobreza, elevadas densidades populacionais e sem capacidade tecnológica e financeira para evitar e/ou reduzir os efeitos dos acontecimentos catastróficos. 
Para minimizar as consequências dos riscos naturais e evitar que se transformem em catástrofes, as Nações Unidas criaram, em 2000, a ISRD - International Strategy for Disaster Reduction (ou EIRC, Estratégia Internacional para a Redução de Catástrofes), um organismo que tem como duplo objectivo ajudar as comunidades a criar estratégias para a prevenção de catástrofes e aumentar a resistência económica e social das comunidades.

Chernobyl


Sarcófago de Chernobyl

Cidade da Ucrânia, situada a noventa quilómetros de Kiev, em cujos arredores se encontra uma central nuclear, em que ocorreu o pior acidente nuclear de que há registo. 

Na noite de 25 para 26 de Abril de 1986, produziu-se uma reacção química em cadeia que escapou ao controlo dos técnicos. Deram-se várias explosões que libertaram material radioactivo (cerca de 8 toneladas) para a atmosfera. Esse material foi transportado para grandes distâncias, atingindo mesmo zonas da França e da Itália e provocando natural preocupação de populações e governantes um pouco por todo o mundo. No dia seguinte, os habitantes da localidade (aproximadamente 30 000) começaram a ser evacuados.

As primeiras análises verificaram desde logo que todo o ecossistema de Chernobyl - água, vida vegetal, etc. - havia sido contaminado. Morreram cerca de trinta pessoas e muitas mais ficaram afectadas pelas radiações, vindo a morrer mais tarde. Ainda hoje as consequências do acidente se fazem sentir: na devastação da paisagem, na elevada taxa de mortes por cancro, nas crianças que nascem com deficiências, etc. 

Desde a desagregação da União Soviética, o dinheiro necessário à manutenção da central e à prevenção de acidentes foi escasseando. 

Em 1991 nova ameaça surgiu em Cherbobyl - um incêndio deflagrado na central levou ao encerramento do reactor 2. 

Este facto levou a Ucrânia a declarar que até finais de 2000 a central nuclear ficaria completamente encerrada. Para que o encerramento se desse em segurança, o país recebeu ajuda monetária internacional. 

Em 1996 foi desligado o reactor 1 e a 15 de Dezembro de 2000 o terceiro e último reactor foi desligado, terminando por completo o funcionamento da central nuclear. 

Green Living - Poupar Água significa Poupar Energia



Duche


Desde 1960, o consumo de água quase duplicou. A água é um recurso renovável, mas em contínua degradação. As causas da poluição da água são, primeiro lugar, as actividades industriais, domésticas, agrícolas e zootécnicas, as descargas de resíduos e a exploração intensiva do lençol freático. Mesmo que o consumo no sector doméstico seja quantitativamente pouco relevante, quando comparado com o global, é nele que se encontra a grande fatia da água potável - a mais preciosa - que é produzida a partir dos recursos de melhor qualidade. Além disso, o mau estado da nossa rede de distribuição de água faz com que se perca quase 35% da que é introduzida no sistema.

O outro grande desperdício dá-se em nossas casas: dos 100 litros que cada um de nós consome por dia, apenas uma pequena parte é ingerida ou utilizada para cozinhar ou na higiene pessoal. A maioria é empregue em usos não previligiados (autoclismos, lavagem de objectos) ou então é desperdiçada, por falta de cuidado ou devido a deficiências nas instalações.

Antes de jorrar da torneira, a água tem que ser bombeada, depurada, canalizada e, para certos fins, também aquecida. Para a levar às nossas casas é necessária muita energia. Assim poupar água significa poupar energia. Para tal, devemos ter presentes alguns conselhos importantes:
  • Escolher os eletrodomésticos mais eficientes e utilizá-los racionalmente, pois, entre os vários modelos existentes no mercado há diferenças significativas quanto aos consumos: entre 15 e 21 litros por lavagem, nas máquinas da loiça, e entre 35 e mais de 60 litros por lavagem, nas máquinas da roupa;
  • A utilização de dispositivos economizadores, que se instalam nas torneiras e reduzem a capacidade do fluxo, também permite poupar. Estes dispositivos misturam a água com ar, aumentando a pressão, diminuindo o caudal e melhorando a eficácia do serviço. A água sai, assim, em menor quantidade, mas com mais capacidade de lavagem;
  • Garantir a manutenção e as reparações necessárias: uma torneira ou um autoclismo que pingam podem implicar perdas até 100 litros de água por dia;
  • Manter a torneira aberta apenas durante o tempo necessário e fechá-la por exemplo, enquanto lava a loiça;
  • Tomar de preferência um duche rápido, em vez de banho de imersão enquanto este necessita de 100 litros de água, um duche requer cerca um terço dessa quantidade (caso se tenha o cuidado de fechar a durante o ensaboamento);
  • Escolher autoclismos "inteligentes", de baixa capacidade ou com sistema de dupla descarga, que permitam a interrupção do fluxo;
  • Regar as plantas à noite ou de manhã, bem cedo, e não à tarde, quando a terra ainda quente faz e vaporar a água;
  • Nos terraços e jardins, usar sistemas programáveis de irrigação por micro-rega, que possam funcionar também durante a noite, quando os consumos são mais baixos. Existem também sistemas de rega gota a gota, que libertam a água lentamente, sem perdas;
  • Para as pequenas regas (plantas de casa, por exemplo) usar a água proveniente da lavagem de fruta e verduras;
  • Na lavagem do carro (ou da loiça), utilizar sempre um balde cheio de água guardando o jacto apenas para a lavagem final: desta forma podem poupar-se cerca de 130 litros de água potável por lavagem;
  • Colocar, onde seja possível, sistemas para recolha e reutilização da água da chuva;
  • Sempre que possível, proceder à recuperação das descargas, para as depurar através de instalações de fitodepuração (processo de tratamento que utiliza algas) e usar a água depurada para a rega ou na lavagem espaços exteriores.
Living green

Green Living - Mobilidade e Ambiente


Há que encontrar um equilíbrio que permita tirar partido do conforto sem colocar em perigo o legado natural para as gerações futuras. Já não conseguimos planear as nossas vidas sem liberdade de movimento, mas há formas de actuação que beneficiam consumidores e meio ambiente.




Transportes públicos

Entre 1996 e 2007, as deslocações de carro, em Portugal, aumentaram de 74 para 83%, segundo a Agência Europeia do Ambiente. Nesse período, o uso dos transportes públicos diminuiu: as viagens de autocarro passaram de 19 para 12% e as de comboio de 8 para 5%.

Adequar o serviço às necessidades dos consumidores, em termos de percursos, quantidade de veículos e frequência de passagem, é uma medida eficaz para conquistar quem ainda prefere o automóvel nas deslocações diárias. O mesmo se aplica à ligação entre diferentes tipos de transporte: é essencial coordenar percursos, horários e local das paragens, para garantir deslocações rápidas e confortáveis.

Consulte os operadores de transportes públicos na zona onde mora e verifique a disponibilidade de carreiras e horários que possa adoptar. Esta opção será mais favorável para o ambiente, quase sempre mais económica e, em regra, mais rápida.

Automóveis menos poluidores

Segundo o mais recente inquérito de fiabilidade automóvel que publicámos, 62% dos portugueses indicaram fazer, com frequência, viagens curtas ou muito curtas: no máximo, 50 km. Assim, a maioria das deslocações de automóvel podem ser asseguradas por modelos citadinos, de preferência com motores eléctricos ou de baixo consumo e emissões.

Ao escolher um veículo com base nas necessidades diárias, considerando dimensão, consumo e emissões de poluentes (em regra, CO2 e partículas), em detrimento das viagens esporádicas, nas férias e alguns fins-de-semana, está a fazer uma opção mais vantajosa em termos económicos e ambientais.

Mas o desenvolvimento tecnológico permite escolhas mais sustentáveis em termos ambientais. É o caso dos motores híbridos (gasolina e eléctrico) e, em breve, dos eléctricos, com um impacto bem menor.

Reduzir deslocações

Um planeamento adequado dos locais a visitar permite tratar de vários assuntos numa só deslocação. Muitos dos pequenos percursos podem ser feitos a pé: mais barato, ecológico e saudável.

Outras medidas dependem mais das empresas. Está ao alcance destas facilitar o tele-trabalho, disponibilizar autocarros para transportar os trabalhadores, incentivar a partilha do automóvel ou fomentar as jornadas contínuas e os horários flexíveis, para evitar aglomerações nas horas de ponta e atrasos frequentes.

Ordenamento das cidades

Repensar o ordenamento das cidades e novas urbanizações, para reduzir as grandes deslocações, é um factor essencial para uma mobilidade mais sustentável. Uma solução passa por evitar a concentração de actividades (residencial e empresarial) em áreas muito separadas, que obrigam a constantes deslocações.

Quando se decide o local de zonas comerciais e de trabalho, devem ser considerados os tipos de transporte público existentes e a facilidade de acessos.

O aumento de áreas com ciclovias e zonas pedonais é um convite para deixar o carro em casa, pelo menos nalgumas deslocações.

Mais parques de estacionamento

Para a maioria dos consumidores, os meios de transporte mais rápidos (comboio e metro) não estão perto de casa o suficiente para que possam ir a pé e nem sempre os autocarros são uma boa solução, devido à quantidade de paragens. O carro torna-se a alternativa. Mas este não precisa de ir para dentro das cidades.

Os parques de estacionamento pertos das estações de comboio e das principais ligações de transportes públicos resolvem o problema. É imperativo que o número de parques aumente, bem como a sua capacidade, com um preço diário convidativo. Só assim os consumidores podem usar transportes públicos com maior frequência.

Verifique a existência e custo dos parques junto à estação de comboio ou metro mais perto de si e experimente.

Formar condutores

Dar mais importância à eco-condução durante a aprendizagem, tanto nas aulas teóricas, como nas práticas e no exame, permite formar condutores mais moderados e conscientes do impacto das deslocações em automóvel.

O nível de poluentes não depende só do tipo e categoria do automóvel. O modo como se conduz também influencia: acelerações bruscas, rotações acima de 2500 rpm, manter o motor a trabalhar em paragens mais longas, usar sempre o ar condicionado ou circular com a pressão dos pneus desajustada, contribuem para um consumo excessivo. Um automóvel familiar, conduzido com moderação, consome menos do que um citadino com uma condução agressiva.

Ignorar a publicidade

As questões da segurança tornaram-se num dos principais argumentos de venda de automóveis. Hoje, o mesmo acontece com a componente ambiental. A lei obriga a divulgar, nos standes e na publicidade, informação sobre o consumo e as emissões de CO2 de cada modelo. Consulte-a antes de decidir o carro que vai comprar. Essa informação é mais objectiva do que certas frases publicitárias como "por um mundo melhor", "amigo do ambiente", "eco", etc.

Automóveis a gasóleo com filtros de partículas

Estima-se que a poluição por partículas provoque o triplo das mortes originadas por acidentes de viação e 10 vezes mais que os acidentes laborais. As principais fontes de partículas no ar exterior são os motores a gasóleo da maioria dos veículos que circulam nas estradas. Um filtro reduz até 98% as partículas emitidas. No futuro, os fabricantes serão obrigados a incluir os filtros de partículas como equipamento de série em todos os modelos a gasóleo, mas já se vendem muitos modelos recentes com este dispositivo.

Como as partículas são uma ameaça à saúde pública, convém optar pela inclusão do filtro no carro, caso escolha uma versão a gasóleo. Para um maior sucesso desta medida, seria importante que o Imposto Sobre Veículos ou o Imposto Único de Circulação considerassem a presença deste equipamento.

Denúncia de Atentados contra o Ambiente: Onde Recorrer?


A denúncia é uma importante arma para agir em caso de atentados contra o ambiente. Para evitar este tipo de comportamento, faça uma denúncia. Na maioria dos casos, os cidadãos não sabem como fazer a denúncia.


Como fazer a denúncia de infracções contra o ambiente

A denúncia de atentados contra o ambiente deve ser realizada junto da PSP, GNR e câmara municipal nos seguintes casos:

  • lavar carros na via pública;
  • atirar papéis para o chão;
  • varrer detritos para a rua;
  • não fazer a separação de lixos;
  • lançar panfletos publicitários na rua;
  • colocar lixo fora do contentor ou horário definido.

A Inspecção-Geral do Ambiente, as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e o SEPNA, serviço da GNR, são as entidades onde deve fazer a denúncia dos seguintes atentados contra o ambiente:

  • queimadas de resíduos sólidos ou sucata a céu aberto;
  • abandono de objectos na rua (como móveis ou electrodomésticos);
  • depósito de entulho em local inadequado;
  • lançamento de objectos ou detritos nas sarjetas.

Por fim, a denúncia de atentados como deitar objectos pela janela do carro deve ser feita na PSP ou GNR.

Denúncia com resultados à vista

A lei é bastante completa no que diz respeito a atentados ambientais e meios de denúncia. Quando é feita a denúncia, os casos mais graves, sobretudo quando cometidos por empresas, começam a ser penalizados.

Mas a denúncia de situações menos graves é, na maioria dos casos, ignorada. Apesar disso, nunca desista da denúncia. Antes da denúncia, a solução para atentados contra o ambiente “menores” pode passar também pela prevenção. Evitar estas acções, e a denúncia, depende, na maioria das vezes, da boa vontade de cada um.

Referências do Documento:

O planeta Terra

O planeta Terra
devemos conservar o único Planeta que temos para viver, e pensarmos também nas futuras gerações